Resenha: O Fim de Todos Nós, de Megan Crewe




Título: O Fim de Todos Nós
Autor(a): Megan Crewe
Trilogia: The Fallen World
Páginas: 272
Skoob: Adicione
Editora: Intrínseca
Sinopse: Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, vai estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer.
A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças – ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais.
Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Caso contrário, o que será dela e de todos?


RESENHA
Depois de ler a trilogia "Ecos do Espaço" e o primeiro livro desta outra trilogia da Megan, acredito fielmente que lerei tudo e qualquer coisa que ela escrever. Esta mulher tem algo que não sei explicar... é um das minhas autoras favoritas!

"Tudo tem início com uma coceira insistente. Então vêm a febre e o comichão na garganta. Dias depois, você está contando seus segredos mais constrangedores por aí e conversando intimamente com qualquer desconhecido. Mais um pouco e começam as alucinações paranoicas. Então você morre." 

O Fim de Todos Nós, primeiro livro da trilogia "The Fallen World" conta a história de uma pequena ilha onde moradores começam a ter sintomas que a principio parece uma simples doença; porém, com a primeira morte e o contágio inexplicável, as coisas ficam mais sérias e medidas drásticas são tomadas.

Na narrativa, temos a visão da Kaelyn, uma jovem que ao retornar a ilha, tenta se enturmar novamente. Seu ex melhor amigo Leo, já não está mais lá e há dois anos eles pararam de se falar por algo fútil. Kae sente falta dele e decide narrar todos os acontecimentos em um caderno/diário, para que assim, quando Leo voltar, ela possa mostrar a ele. Confesso que gostei muito da narrativa, apesar de ser algo que foi escrito pela personagem, ela consegue narrar de forma clara os acontecimentos e os sentimentos das pessoas que estão ao seu redor.

Em sua missão de se enturmar, Kae faz um trabalho na casa de uma amiga, assim que o pai desta amiga aparece em casa, ele começa a dizer coisas absurdas para Kae, coisas que se ele estivesse sã não diria jamais. Kae vai embora e fica um pouco atônica por isto. Sendo este pai, o primeiro a morrer.

As pessoas só começam a se preocupar quando mais pessoas passam a ter estes sintomas e no fim, morrerem. O pai de Kae, um microbiologista, é convocado para trabalhar na pesquisa e descobrir que tipo de vírus é esse e quais procedimentos tomar, além de criar uma vacina. Porém, a única coisa que seu pai consegue descobrir é que o vírus é transmitido por via respiratória, assim começa o procedimento de usar máscaras e evitar contato com pessoas que apresentam tais sintomas.

Como não há uma vacina ainda e nem algo que consiga conter o vírus, a Agência de Saúde é acionada e a ilha entra em estado de quarentena, pois muitas pessoas já estão infectadas e não estão conseguindo controlar. E aí meu caro leitor, é que as coisas começam a pegar fogo.

Sem escola funcionando e nenhum outro estabelecimento, as pessoas começam a agir de forma violenta e irracional. O governo inicialmente até envia suplementes para a ilha, mas o isolamento mexe com psicológico de todos, de uma maneira que nos faz refletir que sim, se ocorresse um vírus deste nível, agiríamos da mesma forma. 

O que piora a situação é quando não chega mais suplementes, quando uns matam os outros só por apresentarem tais sintomas, quando há furtos e roubos, quando toda a população enlouquece não por conta da doença, mas por conta do isolamento, do desconhecido que é fatal e inevitável. As pessoas também não tem acesso a televisão ou a internet, não sabem o que está acontecendo no mundo e nem podem sair da ilha, não havendo nem sequer barcos para isto.

Confesso que devido aos sintomas e a paranoia da personagem, acabei ficando um pouco assim... Toda vez que me coçava ou via alguém se coçando, logo pensava no vírus! hahahaha

“Mas não importa como aconteceu [...] Só quero que isso acabe. Quero que as lojas reabram e que as pessoas possam conversar sem máscaras cobrindo-lhe os rostos, e que mais ninguém morra, nunca mais”.

Kae inicia a história rodeada de familiares, amigos e colegas da escola; mas perde a maior parte e isto é muito triste. Seu amor pela sua família, a relação com o seu irmão, Drew, que é homossexual -algo que gostei muito de ler, pois tem conflitos familiares que reflete a nossa realidade-, além do seu carinho pela prima mais nova, Meredith, nos faz amar cada um deles. E o que dizer de Gav? O rapaz que ela começa a ter uma amizade e que obviamente todo mundo que ler, vai shippar e muito! Kae é tão humana, comete erros, se desespera, tem medo mas não perde as esperanças. Tenta ajudar de todas as maneiras as pessoas, fazendo parte do grupo de Gav, para levar informações e suplementos à todos. Além de não desistir da cura.

O final do livro é maravilhoso e todo aquele gostinho de quero mais! Infelizmente a Intrínseca não irá publicar os outros livros, o que é bem triste. E não há até então, o pdf disponível dos outros livros na internet, encontrei apenas em inglês e espanhol. Como sou péssima em inglês, farei uso do meu espanhol, pois com toda certeza do mundo eu preciso terminar esta trilogia e saber quais notícias estão rolando pelo mundo e como a ilha vai continuar com  estas notícias que vão abalar todos os forninhos!

Já leram este livro? O que acharam? Deixe aqui nos comentários! :)

Beijos de Luz! :*

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