Resenha: Guerra do Velho, de John Scalzi


Título: Guerra do Velho
Autor(a): John Scalzi
Páginas: 368
Skoob: Adicione
Editora: Aleph
Sinopse: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar. "Guerra do Velho" é frequentemente comparado a um dos maiores clássicos da ficção científica: Tropas Estrelares, de Robert Heinlein. O próprio Scalzi já confirmou que Heinlein é uma das suas maiores influências e que a obra foi escrita seguindo os princípios que ele acredita serem próprios da escrita do autor que tanto admira. Scalzi é um dos principais nomes da ficção científica contemporânea. Ganhador dos prêmios Hugo e Locus, o autor conquistou público, crítica e mercado. Em fevereiro de 2015, fechou um contrato com a editora Tor Books de cerca de $3,4 milhões, para publicar 13 livros nos próximos 10 anos. O canal SyFy está produzindo uma série de TV – chamada Ghost Brigades – como adaptação do livro, e a Paramount já comprou os direitos para levar a história para as telas do cinema.



RESENHA
Guerra do Velho é o primeiro livro de uma saga de ficção cientifica e conta a história, conforme dito na sinopse, quando a humanidade já desenvolveu tecnologia o suficiente para colonizar o espaço e criar experimentos que deixam estes velhos mais jovens. Como? Leia para saber, porque nem eu havia desconfiado sobre isso e fiquei boquiaberta!

O protagonista John Perry, já viúvo e com um filho maior de idade, já com família, entra para o exército. O mesmo não fazia ideia de como iria lutar com a aparência e o problema que a idade lhe causou, nem mesmo o que realmente encontraria no espaço. Pior que isto, se alistar, significa que para os terráqueos, você está morto. E ele até que já se sentia assim, pois perder sua esposa tinha lhe causado um grande vazio. 

Ao ir para o espaço, John conhece muitos outros velhos, porém, cria um grupo de amigos na qual denominam "Velharias", que são: A Jesse, Harry, Allan, Susan, Thomas e Maggie. As coisas pareciam que não iam ser tão ruins assim. Diariamente eles se encontravam, conversavam e lançavam hipóteses do que iriam fazer com eles para que lutassem e como seria este procedimento ou como funcionava as naves e os equipamentos de alta tecnologia. Por fim, quando descobriram e se tornaram mais jovens, tiveram alguns dias para se acostumarem com os novos corpos, e o que fizeram? Sexo, muito sexo. Um ponto totalmente negativo para mim, não que isto seja errado, mas não houve sequer uma outra exploração do corpo e suas habilidades. Um dos comandantes até satiriza isto quando eles começam a treinar.

Quando já estão prontos, os Velharias são separados e apenas Allan (um dos meus personagens favoritos) fica ao lado de John. Ambos partem de mundo em mundo, destroçando toda uma espécie por motivos que "a raça humana precisa colonizar e progredir". Outro ponto negativo, acredito que por preguiça do autor, detalhar mais as outras espécies e explora-las, quando eu lia não conseguia imaginá-las e eles mal chegavam no local e já matavam todos.

- Como é perder alguém que se ama? - perguntou Jane.- Você morre também. - respondi. - E espera que seu corpo um dia entenda.

O livro fica bom quando surge uma personagem chamada "Jane", integrante da equipe "Brigadas Fantasmas". Jane e John tem uma conexão especial de muito antes e que faz o leitor ficar de queixo caído ao descobrir o "porquê". John parece amadurecer conforme o tempo passa, o que não faz muito jus ao título. Afinal, era para ser uma guerra de velhos, não? John não precisava ao meu ver, amadurecer como homem, e sim, com suas decisões e questionamentos sobre o sentido de tudo aquilo. Em nenhum momento ele pareceu ser velho, mesmo que em um futuro distante, seus diálogos o fizeram parecer realmente um jovem adolescente. 

O livro não é ruim, a crítica que autor faz sobre a colonização e como ela foi agressiva, além desta obsessão do homem de dominar tudo que os olhos veêm e mais além. Teve muitas sátiras e momentos que eu ri bastante, além de todo o capricho que a Editora Aleph teve com o livro. A capa e a diagramação estão divinas! Também há muitas perdas que eu não gostei, pois você acaba se apegando aos Velharias. E frases que nos fazem refletir sobre a nossa humanidade.

"- A humanidade tem dois problemas - continuou o tenente-coronel Higgee. - O primeiro é estar em uma corrida com outras espécies sencientes e semelhantes para colonizar. Colonização é a chave para a sobrevivência de nossa raça. Simples assim. Precisamos colonizar ou seremos impedidos e retidos por outras raças. Essa concorrência é acirrada. A humanidade tem poucos aliados entre as raças sencientes. Poucas raças aliam-se a outras, uma situação que existia muito antes de a humanidade pisar nas estrelas. Sejam quais forem os sentimentos sobre a possibilidade de democracia a longo prazo, a realidade é que, no fundo, estamos em concorrência violenta e furiosa." - página 130.
"(...) Nosso segundo problema é que, quando encontramos planetas adequados para colonização, com frequência são habitados por vida inteligente. (...) as necessidades da humanidade são e devem ser nossa prioridade. E desse modo as Forças de Defesa Civil se tornam invasores. - página 130.

Já leu este livro? Deixe aqui nos comentários! :)

Beijos de luz!



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