Resenha: O Circo Mecânico Tresaulti, de Genevieve Valentine


Título: O Circo Mecânico Tresaulti
Autora: Genevieve Valentine
Páginas: 320
Skoob: Adicione
Editora: Darkside Books
Sinopse: Respeitável público, o Circo voltou!
Num mundo pós-apocalíptico, onde as pessoas não
tem mais acesso à tecnologias de ponta, uma caravana circense leva esperança por onde passa. Os artistas são sobreviventes de guerra, que tiveram seus corpos mutilados reconstruídos com complexas estruturas mecânicas.

RESENHA
Confesso que me apaixonei totalmente pela capa e diagramação, não criei muitas expectativas sobre a estória.

O Circo Mecânico Tresaulti conta sobre um Circo que continua ativo apesar das guerras e destruições ocorrentes pelo mundo. E o diferencial deste Circo é que as pessoas que atuam nele, de alguma forma teve a parte do corpo modificada com peças mecânicas, tudo graças a Boss, a criadora e líder do Circo.

Na maior parte da narrativa, estamos na visão de George, um jovem que cola os cartazes do Circo pela cidade, convida a multidão e vende os ingressos. O início do livro traz os atos que cada integrante faz, nos apresentando ao mundo do Circo, sua apresentação, figurino e personagens. Com tudo, passamos a entender que antes, havia a estrela do Circo, Alec, o Homem Alado, o único que tinha asas. George tenta explicar o que aconteceu com ele e como isso afetou à todos.

Mas há surpresas por aí, sem Alec, muitos outros no meio do circo estão interessados nas asas. Ocorre disputas entre os membros, acidentes inexplicáveis até certo ponto da história e muita, mais muita intriga. Como se não bastasse tudo isso dentro do Circo, com as guerras, o metal é raro e muita gente do governo acaba ficando de olho no Circo, querendo entender como que os integrantes conseguem fazer números espetaculares. O Circo acaba sendo perseguido, integrantes importantes são feitos prisioneiros e uma guerra está por vir.

"Homens do governo nunca são jovens demais para se preocuparem com a morte antes de seu trabalho ser concluído." (pág.112)

Durante a narrativa, eu me senti de início um pouco perdida, a autora mistura presente com o passado e divide a narrativa em alguns capítulos na visão de outros personagens, às vezes é em primeira pessoa e depois passa para terceira ou segunda pessoa, uma verdadeira salada mista e ao meu ver, ponto negativo para ela. Contudo, a criatividade dela de criar um ambiente/tema pouco usado na literatura, foi sensacional!

Não é uma leitura que recomendo para todos. Além de confuso por conta da troca de narrativa, alguns capítulos são entendiantes e deixa muita à desejar, apesar de ser curto. Realmente, não podemos julgar um livro pela capa.

BEIJOS DE LUZ! ;*

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